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De braços nem tão abertos

Documentário brasileiro, produzido para a rede Al Jazeera, mostra preconceito sofrido por imigrantes africanos na favela da Maré, no Rio de Janeiro

 

será exibido em mais de 120 países e pode ser visto através aqui  

 

 

O crescimento da economia do Brasil vem transformando a vida de muitos brasileiros. E também atraindo imigrantes do mundo inteiro, incluindo africanos que falam português. Mas, esperando encontrar uma sociedade aberta e multirracial, ao chegarem ao país esses imigrantes descobrem um lado oculto da sociedade brasileira: o racismo.

Esse é o mote do documentário Open Arms, Closed Doors (Braços Abertos, em português)dirigido pelas documentaristas paulistas Fernanda Polacow e Juliana Borges e produzido pela produtora Plataforma com produção local da Fagulha Filmes para a rede Al Jazeera. O filme, que tem estréia na emissora no dia 18 de fevereiro e será veiculado em 130 países, integra a série de seis documentários autorais Viewfinder Latin America, um programa que tem como objetivo revelar e treinar documentaristas independentes ao redor do mundo e veicular suas produções.

Open Arms, Closed Doors tem como personagem central o angolano Badharó, que veio ao Rio de Janeiro esperando viver o sonho da Cidade Maravilhosa, mas sentiu na pele diferentes formas de preconceito devido à sua cor, origem e status social. Morador da Favela da Maré, Badharó encontrou no rap expressão para seu desapontamento, raiva e indignação. Motivado pela morte trágica e impune de uma estudante angolana por motivos raciais, o músico compõe uma nova letra que aborda o racismo – segundo ele, um dos problemas mais sérios vivido por imigrantes no Brasil.

Na visão das diretoras, a vinda de outros imigrantes africanos como Badharó ao Brasil é reflexo de uma enorme mudança na geopolítica mundial. “Com Portugal agonizando numa crise que parece não ter fim e ataques xenófobos na Europa, o Brasil tornou-se um destino bastante visado para os africanos, sobretudo os que falam português”, afirma Fernanda. Como o Brasil tem a segunda maior população negra do mundo, os imigrantes que aqui chegam nunca esperam encontrar uma sociedade racista. “Até porque o racismo no Brasil é velado. É um assunto escondido, que acaba sendo pouco debatido dentro da nossa sociedade”, diz Juliana. A dupla de diretoras já trabalhou e visitou inúmeras vezes o continente africano e ambas integram o coletivo multimídia tás a ver?, criado em 2010 para promover o intercâmbio cultural entre o Brasil e países africanos.

as realizadoras Juliana Borges e Fernanda Polacowas realizadoras Juliana Borges e Fernanda Polacow

equipa do filmeequipa do filme

Sobre o Viewfinder

O Viewfinder é uma série de documentários produzida pela  rede Al Jazeera que revela e promove documentaristas independentes ao redor do mundo. Em linguagem observacional e com um único personagem em foco, os filmes mostram temáticas atuais através das lentes de documentaristas locais.

Trata-se de uma iniciativa inédita de uma grande emissora: desenvolver diretores e realizadores locais e levar seus pontos de vista para uma audiência global.

A América Latina foi o continente escolhido para a primeira série do Viewfinder. Em parceria com o DocMontevideo, a Al Jazeera comissionou seis projetos, dois deles brasileiros. Os diretores participaram de um workshop e, durante quase um ano, receberam acompanhamento da Al Jazeera em todas as etapas do processo.

 

Ficha técnica

Open Arms, Closed Doors

Produção: Plataforma

Coprodução: Fagulha Filmes

Direção e roteiro: Fernanda Polacow e Juliana Borges

Produção Executiva: Ana Nasser e Pedro Gorski

Fotografia: Pablo Hoffmann

Montagem: Eliza Capai e Lara Lopes

Técnico de som direto: Evandro Lima

Duração: 26’

Ano: 2012

 disponível em www.aljazeera.com/programmes/viewfinder)

 

Para mais informações

Sobre o filme

Fernanda Polacow – fepolacow@gmail.com

Juliana Borges  – julianabor@gmail.com

 

Sobre a Plataforma: vimeo.com/plataformatv

Pedro Gorski – 11 9-9638-5823, Pedro.gorski@plataforma.tv

 

 

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