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Angèle Diabang Brener

Dakar (1979). Realizadora e produtora. Teve formação audiovisual no Centro Media de Dakar em 2003 e prolongou esta iniciação em várias residências de escrita nomeadamente as oficinas ÁfricaDoc em 2004 e 2005. Vários profissionais reparam cedo no seu trabalho e, para salvaguardar a sua independência, Angèle Diabang Brener montou a sua própria estrutura de produção – Karoninka, com a qual produziu os seus primeiros filmes e associa-se a outras estruturas para defender uma ideia, um estilo e um olhar documental. Pretende contribuir para a conservacão dos patrimónios culturais africanos e devolver a esta filiação o lugar que lhe pertence no seio da nossa aldeia global. Amadou Hampatë Ba insistiu há alguns decénios: “Quando morre um velho, é uma biblioteca que arde.” O trabalho de Angèle inscreve-se nesta linha. Quando ela trabalha sobre tatuagens nas gengivas, está a defender um património tradicional, quando faz o retrato de Yandé Codou Sène, A Griotte de Senghor, uma das últimas representantes da poesia polifónica serere, está também a propor uma reflexão sobre a fuga do tempo. Esperemos que esta jovem e brilhante realizadora nos leve para outros caminhos pouco ou nada explorados.

 

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