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Sobre Victor Gama

Victor Gama tem vindo continuamente a desenvolver uma impressionante constelação de instrumentos musicais desde o início dos anos 90.  Algo visualmente próximo das criações do Suiço/Brasileiro Walter Smetak nos anos 40, 50 e 60 e acusticamente relacionado com o trabalho de construção e composição de Harry Partch, Gama introduz elementos de uma potencial arqueologia da música como tema exploratório através da sua Teoria dos Modos Golianos. Apesar de se inspirar na música e instrumentos tradicionais de Angola, onde nasceu o seu trabalho como compositor, revela um potencial de transformação para além das estruturas da tradição.

A paleta sonora que cria através dos seus Pangeia Instrumentos é construída a partir de elementos percussivos e arpejos de cordas que fecham um círculo entre a música de gamelão indonésio e os minimalistas contemporâneos como Steve Reich, Michael Nyman ou Arvo Part.

Apesar de, no topo da sua lista de referências, estarem compositores como o camaronês Francis Bebey ou os brasileiros Egberto Gismonty e Naná Vasconcelos, que acompanhou em tournée pela África Austral, o que mais se evidencia nas suas composições são os silêncios e espaços de territórios desérticos, paisagens vazias apenas atravessadas por nómadas, geografias para além do tempo humano.

As instalações e exposições de Victor Gama são uma tentativa de criar um espaço onde o visitante testemunha uma topografia da música, o seu corpo e a sua orientação, um conceito próximo do teatro de música de John Cage onde o público pode ouvir, ver e tocar.

 

Victor Gama 

16 and 18 March – Centro Cultural Português, Luanda, Angola
19 June – Próximo Futuro/Next Future, Gulbenkian Foundation, Portugal
Trimpin and Victor Gama – a conversation at the Stanford Institute for Creativity and the Arts

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