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África_já ali

no  Auditório do Grupo Musical de Miragaia

4 de Setembro a 1 de Outubro de 2010

Programação de José Maia 

 

 1ª sessão

África _ já ali

Sábado, 4 de Set. de 2010

  

21h30 _ As estátuas também morrem, Alain Resnais e Chris Marker

22h00 _África, Paraíso e Inferno Werner Herzog



As estátuas também morrem, (Les Statues Meurent Aussi), 1953, 29`

Alain Resnais e Chris Marker

“Este filme-colagem, tido por fundador de um género de documentário a que se chamou “ensaio cinematográfico”, surge num período de violentas tensões políticas e resulta num delicado revelador deste mundo em transformação.

(…)

As estátuas também morrem, trata do desentendimento entre o homem branco e o homem negro, detendo-se nos equívocos e na violência que a presença dos artefactos africanos nos museus europeus (tanto quanto a sua ausência do Louvre, o mais nobre desses museus) desvenda.”

(…)

Em As estátuas também morrem, o ânimo da cultura africana é o rosto da morte do imperialismo europeu (…) “Um objecto está morto quando o olhar vivo que pousava sobre ele, desapareceu. E quando nós desaparecermos, os nosso objectos irão para onde nós enviamos os dos negros: para o museu.”

João Sousa Cardoso In texto de sala da 1ª sessão

África, Paraíso e Inferno (Fata Morgana), 1971, 79

Werner Herzog

“Fata Morgana surge na vaga do Novo Cinema Alemão, protagonizada por cineastas de esquerda (Rainer Werner Fassbinder, Werner Herzog, Wim Wenders e Werner Schroeter, entre outros) que, a partir dos anos 60, procuraram estabelecer uma renovada cultura na Alemanha Ocidental, com manifesto repúdio pelo passado nazi. (…)

A promessa da sequência de abertura do filme em que, por 8 vezes, assistimos à aterragem de um avião, repetição que nos faz aí compreender uma crítica mordaz à abrupta imposição do colonialismo em África, no embalo do ritmo industrial e no sentimento do homem branco como providência (…)

São evocadas as várias formas de destruição e de opressão étnica, aproximando o anti-semitismo nazi e o racismo colonialista, a história política e a militância ecologista.”

João Sousa Cardoso In texto de sala da 1ª sessão

 

Segunda-feira, 6 de Set. de 2010

1ª parte

África 50,

(Afrique 50) 1947, 20`

René Vautier

2ª parte Apontamentos para uma Oréstia Africana, (Appunti per un’Orestiade Africana) 1970, 75`

Pier Paolo Pasolini

 

3ª sessão _ Sábado, 11 de Set. de 2010

1ª parte

Os Mestres Loucos,

(Les Maitres Fous), 1955, 28`

Jean Rouch

 2ª parte

Eu, um Negro,

(Moi, un Noir), 1958, 72`

Jean Rouch

 

4ª sessão _ Segunda-feira, 13 de Set. de 2010

1ª parte

alheava_filme, 2007, 30`

Manuel Santos Maia

 

2ª parte

A Costa dos Murmúrios, 2004, 115`

Margarida Cardoso

 

5ª sessão _ Sábado, 18 de Set. de 2010

Non, ou a Vã Gloria de Mandar, 1990, 110`

Manoel de Oliveira

 

6ª sessão _ Segunda-feira, 20 de Set. de 2010

  

Terra Sonâmbula, 2007, 98`

Teresa Prata

 

7ª sessão _ Sábado, 25 de Set. de 2010

  

Casa de Lava, 1994, 110`

Pedro Costa

 

8ª sessão _ Segunda-feira, 27 de Set. de 2010

 

Bab Sebta, 2008, 110`

Frederico Lobo e Pedro Pinho

 

9ª sessão _ sexta-feira, 1 de Out. de 2010

 

Juventude em Marcha, 2006, 155`

Pedro Costa

 

O ciclo África_já ali

 

Pelo olhar e pensamento de realizadores europeus de diferentes gerações, com obras de ficção, etno-ficção e documentais iremos ver, (re)conhecer e reflectir como o ocidente representou e representa, pensou e pensa África.

As obras que serão apresentadas neste ciclo compreendem diferentes enquadramentos históricos, políticos, sociais e culturais permitindo-nos pensar:

Nós, o Outro e a relação entre Ocidente e África na cultura ocidental e na cultura africana pelas obras de Alain Resnais e Chris Marker, Werner Herzog, Pier Paolo Pasolini;

o ocidente em África no período de colonização de África pela primeira obra cinematográfica de reflexão crítica ao colonialismo África 50 de René Vautier e pelas obras de Jean Rouch e Pier Paolo Pasolini;

o confronto com o olhar africano sobre o europeu e como e quanto europeu é o africano colonizado pela obra Jean Rouch;

a colonização portuguesa, a Guerra Colonial o fim do Império e descolonização pela obras de Manoel de Oliveira, Manuel Santos Maia e Margarida Cardoso;

África Hoje, após independências e o surgimento das novas nações africanas numa  viagem falada em português de Moçambique à “Terra Sonâmbola” do escritor Moçambicano Mia Couto com Teresa Prata e outra em crioulo, que também tem base lexical portuguesa, até à “Casa de Lava” de Pedro Costa, em Cabo Verde;

os fluxos migratórios africanos do norte de África para a Europa e a emigração cabo-verdiana para Portugal serão verificados por Frederico Lobo e de Pedro Pinho e por Pedro Costa;

África em Portugal, Hoje verificada pela presença de africanos, de portugueses africanos e de africanos portugueses, resultado dos vários processos de migração de uma “Juventude em Marcha” para Portugal;

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