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Cai o pano sobre o FIC Luanda 2010

Caiu o pano sobre o terceiro Festival Internacional de Cinema – FIC Luanda 2010, numa cerimónia que decorreu no Cine Atlântico, palco principal do evento, e que consagrou os realizadores Jorge António, Mario Bastos e Tandu Minguiyed como vencedores da competição nacional nas categorias de Melhor Documentário, Melhor Curta-Metragem e Melhor Longa-Metragem, respectivamente. 

Os filmes premiados foram “O Lendário Tio Liceu e os Ngola Ritmos”, “O Alambamento” e “Os Inconformados”. 
Para a competição estrangeira, o FIC 2010 distiguiu a norte-americana Hanna Sidiqi (Melhor Documentário com o filme “New Muslim Cool”), os portugueses Zara Pinto (Melhor Curta-Metragem com o filme “Romeu e Julieta”) e João Ribeiro (Melhor Longa-Metragem com o filme “O Último Voo do Flamingo”). Entretanto, momentos antes do anúncio dos vencedores, a expectativa era muita, quer no seio dos cineastas que participaram, quer para o público em geral. A gala de premiação abriu com música ambiente, projecção do documentário “Angola, País do Futuro” e um buffet para os convidados. Seguiu-se a atribuição de diplomas aos formandos dos workshops e palestras, um acto procedido pelo director do Instituto Nacional de Cinema, Audiovisual e Multimédia, Pedro Ramalhoso. 

A cerimónia foi ainda abrilhantada pela actuação do músico Grabriel Tchiema (que interpretou alguns temas do seu álbum “Azulula”) e com um desfile de trajes angolanos e africanos, com obras da estilista Elisabeth Santos. Antes do momento mais aguardado da noite que aconteceu bem perto das 22 horas, o Ministério da Cultura prestou uma homenagem a algumas figuras do cinema nacional que têm contribuído para o seu desenvolvimento. 

A festa do cinema 

Durante sete dias, Luanda foi a capital do cinema mundial, num evento que envolveu a participação de treze países provenientes dos quatro cantos do mundo: de África, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, para além de Angola; da Europa, Portugal e Polónia; da América, Brasil, Estados Unidos e Venezuela; da Ásia, China, Macau e Timor Leste. 

A organização do evento, encabeçada pelo Instituto Angolano de Cinema, Audiovisual e Multimédia (IACAM), órgão afecto ao Ministério da Cultura, já reconheceu que o balanço é positivo e que as expectativas à volta do que seria o Festival foram ultrapassadas. Pedro Ramalhoso, o director daquela instituição, referiu que o programa do FIC Luanda 2010 foi cumprido na íntegra, e congratulou-se com o facto de as sessões terem sido bastante concorridas. 

“Estamos muito regozijados com a presença em número sempre considerável do público que tivemos em todas as sessões, não só para assistir aos filmes, mas também para participar nos workshops e palestras que estavam em programação”, disse ao jornal O PAÍS. 

O director do IACAM realçou também que todos os filmes seleccionados para as sessões competitivas, quer nacionais, quer estrangeiros, corresponderam às aspirações do júri, constituído pelos portugueses Ana Costa, Nicolau Breyner e Margarida Cardoso e a norte-americana Xandra Castleton. 

Pedro Ramalhoso agradeceu, por um lado, aos especialistas internacionais que aceitaram o convite para dirigirem as sessões de formação, e por outro, às empresas que aceitaram apoiar este evento. “É de louvar o patrocínio dado por pessoas que gostam de facto de cinema e que acreditam neste Festival”, disse. 

Questionado sobre os custos à volta da realização deste terceiro Festival, o responsável limitou-se a dizer que o FIC Luanda é uma actividade que consta do plano anual do Ministério da Cultura e que conta com um orçamento que está muito aquém das reais necessidades para suportar as despesas decorrentes do evento. 

Pedro Ramalhoso chamou também a atenção para o facto de o valor monetário dos prémios atribuídos aos vencedores não significar mais do que o justo reconhecimento por terem participado neste Festival. Entretanto, referiu que a intenção é subir o valor, como forma de garantir maior dignidade ao evento. 

Para concluir, referiu que a organização está já a pensar no que será a quarta edição do FIC Luanda e que o grande desafio é superar a edição deste ano, apostando cada vez mais na produção nacional. 

Cineastas nacionais homenageados 
Leonel Efe, Zezé Gamboa, Óscar Gil, Maria João Ganga e Manuel Mariano foram os profissionais do cinema angolanos homenageados na cerimónia de encerramento da terceira edição do FIC Luanda 2010. 

O acto foi presidido pela ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, que entregou diplomas de mérito aos contemplados. 

Pedro Ramalhoso explicou que esta homenagem feita a alguns cineastas angolanos deveu-se ao facto de terem contribuido, e ainda contribuem, para o desenvolvimento da sétima arte no país. 

retirado daqui

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