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Diário pele de leopardo digital

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Diário pele de leopardo digital é o mais recente diário gráfico de Francisco Vidal. Os diários gráficos funcionam como “ateliers ambulantes” para Francisco Vidal. Neste caso, é o registo das suas deambulações entre Julho de 2009 e Setembro de 2010, em Lisboa, Nova Iorque, Santiago do Chile, Viana do Castelo…

Francisco Vidal

Após o inicio da guerra civil de Angola, o pai (nascido em Benguela), a irmã (Lubango) e a mãe (Santo Antão Cabo Verde), deslocaram-se para Lisboa onde nasce Francisco em Março de 1978. Este ponto na história de Angola, de certa forma origina a futura educação visual europeia e, claro, um ponto de vista eurocentrado. Faz estudos na escola das Caldas da Rainha, onde os mestres antigos da região, Malhoa e os irmãos Columbano e Raphael, lhe causam impressão e o influenciam. Em 2002, regressa a Lisboa, e frequenta o curso da escola de artes visuais Maumaus onde toma contacto com artistas como René Green, Jimmy Durham, Ângela Ferreira, Rita GT e Ramiro Guerreiro. É na dinâmica desta escola, que desenvolve os primeiros desenhos que questionam as fronteiras do discurso pós-colonial. Em 2007, numa residência artística na galeria ZDB, contacta com os artistas angolanos Yonamine, Kiluanji Kia Henda, Ihosvanny e Délio Jasse, e aqui o ponto de vista eurocentrado, imposto pela sua educação, é novamente questionado. Este ponto, somado à crise económica e de ideias que domina as atenções publicas desde 2007, motivou uma nova deslocação primeiro para Berlim 2007-09 e depois para Nova Iorque onde se instalou no Harlem, bairro do jazz desta cidade, e onde frequenta o Master of fine Arts da Columbia School of the Arts. O seu trabalho explora questões relacionadas com fronteiras e atravessa um número variado de médiuns, desde a pintura, desenho, escultura e instalação. Recentemente em Nova Iorque, interessam-lhe os textos de Sun-RA e a sua teoria denominada de Afrofuturism, e as pontes de pensamento e as relações com outras formas fusão como o Candomblé, a Cachupa e a Moamba, o Funaná e a Kizomba.

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