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kwanzas reajustados

O trabalhador capitalista vive num estado de ansiedade perpétua, semelhante ao do viciado em opiáceos. Originalmente, a segurança da bio-sobrevivencia, a neuroquímica da sensação de segurança, encontra-se  ligada ao poder externo, seja ele qual for. Esta cadeia condicionada dinheiro equivale a segurança, falta de dinheiro equivale a terror é reforçada sempre que vemos alguém ser “despedido” ou vivendo na miséria. Psicologicamente, este estado po-de caracterizar-se como paranóia clínica de baixo grau. Politicamente, a manifestação deste desequilíbrio neuroquímico é conhecida por Fascismo. (…)

Como diz Leary, “A nossa vida social é agora dominada por restrições que o medo e a raiva impõem à liberdade (…) o medo e a violência podem tornar-se prazeres viciantes, reforçados por dirigentes esquizofrénicos e um sistema económico que depende da restrição da liberdade, da produção de medo e do incitamento ao comportamento violento”.

Na metáfora de Desmond Morris, o macaco nu comporta-se tal e qual um animal de zoológico: a essência da experiência da jaula é o desespero. No nosso caso, as grades da jaula são as intangíveis regras impressas do jogo: as “grilhetas forjadas pela mente” de Blake. Somos literalmente o ceguinho que está a ser roubado. Abandonamos literalmente os nossos sentidos. O ícone condicionado, o dinheiro-símbolo, controla totalmente o nosso bem estar mental.

Robert Anton Wilson. O livro dos Illuminati, Via Óptima, Porto, 1999.

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