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Diálogos com Ruy Duarte de Carvalho – colóquio

Ciclo Paisagens Efémeras

 O colóquio DIÁLOGOS COM RUY DUARTE DE CARVALHO pretende revisitar a multiplicidade da sua obra, sempre ligada tanto à particularidade dos lugares que habitou quanto à transumância constante que caracterizou a sua biografia e pensamento. Menos homenagem do que ponto de partida para uma reflexão conjunta em torno de um pensamento eminentemente crítico, o encontro deverá também constituir um pretexto para a releitura de uma obra que questionou fronteiras entre lugares, géneros e saberes. Reúne investigadores e personalidades do Brasil, Angola e Portugal que trabalham a obra de Ruy Duarte de Carvalho e pensam temas afins. (ver programa).

10 DEZEMBRO’15 

9h30 Abertura Diálogos com Ruy Duarte de Carvalho

Marta Lança e Manuela Ribeiro Sanches

10h00 Diálogos literários e disciplinares – I  

Moderação – ML 

Ana Paula Tavares. “Há coisas que se sabem muito anteriormente”: a poesia e a prosa ou a geografia do afeto.

Há no trabalho poético de Ruy Duarte de Carvalho, sobretudo a partir de Primeira proposta para uma noção geográfica (1976) um enunciado de um tempo e espaço que futuras produções em prosa e verso vão fixar e definir. Numerosos elementos de especificação geográfica indicam os caminhos que o futuro ensaio, crítica, poemas, cinema, desenhos configurarão. Neste trabalho tentaremos seguir as várias propostas e seu conseguimento seguindo a poesia e o ensaio em Ruy Duarte de Carvalho.

Lívia Apa. Situar-se. Identidade e tradução.     

Num ensaio de 1990, “A tradição oral enquanto recurso e referência para uma atualização poética interveniente”, RDC reflete sobre a importância da tradição oral como instrumento capaz de traduzir, através da prática poética, a relação entre as várias partes de Angola pós-colonial, o outro do outro, como virá a chamar-se na última parte da sua produção intelectual. Partindo do ensaio já referido, proponho uma leitura da intervenção autoral de Ruy Duarte enquanto ensaísta e escritor de literatura, mas também enquanto tradutor de culturas, tentando indagar as práticas, as estratégias textuais e as narrativas por ele construídas para situar a construção identitária da Nação angolana, elementos que põem em ação o seu valor no presente como ato cultural necessário para o diálogo entre as várias partes do corpo nacional. 

Sónia Miceli. O pensamento triangular, de Moia à Terceira metade. 

Pensador de risco e de fronteira, RDC serve-se, em várias ocasiões, da figura do triângulo (símbolo de um pensamento que rejeita tanto as oposições binárias como a pacificação da síntese), como em A Terceira Metade procura reforçar os paradoxos e as contradições próprios dos processos acionados pela expansão ocidental. E triangulares são as relações acionadas, de forma mais ou menos explícitas, por obras que, mesmo não lidando diretamente com Angola, a ela sempre voltam: se Moia promove uma articulação entre Cabo Verde, Angola e Portugal, em Desmedida encontramos uma ligação Brasil-Angola, que não pode deixar de remeter para a antiga metrópole, ainda que o desafio atual seja justamente prescindir desse terceiro elemento. É a partir dessas – entre outras triangulações possíveis – que articulo algumas propostas teóricas do autor com as contribuições mais recentes de teóricos e críticos dos estudos pós-coloniais.

COFFEE BREAK

12h00 Diálogos literários e disciplinares – II 

Moderação – Rita Chaves

Christian Fischgold. Angola-Portugal-Brasil: representações literárias.

De caráter híbrido, sobrepondo narrativas de viagens, relatos etnográficos, discursos históricos, escrita ficcional e poesia, a obra literária de RDC é o ponto em que uma série de discursos, muitas vezes antagónicos, convergem e entram em contato com tradições orais oriundas do sudoeste de Angola. Tendo como base a trilogia de romances Os Filhos de Próspero, proponho uma análise que evidencie a intertextualidade entre literatura, antropologia e história, e aponte os contributos dessa convergência na abertura de caminhos alternativos nos modos de compreender as relações de poder e saber entre centro e periferia, ocidente e não-ocidente, presentes na escrita do autor. 

Ana Maria Martinho. Revisitação de Lavra – arquivos literários e tradução cultural.

Lavra é de importância incontornável, em boa parte pela diversidade cronológica que apresenta, em termos de produção, pode facilmente ser destacado como o texto mais relevante para a discussão transversal da literatura produzida pelo autor. Discutimos as características deste arquivo e valores históricos, literários e etnográficos a ele associáveis. Esta obra tem por outro lado a importância, e aqui nos deteremos com mais demora, de  colocar produtivas questões acerca de cultura(s), tradução cultural e suas limitações. Tomamos como premissa que Lavra pode ser lido não como previsível antologia literária mas sobretudo como território textual negociável. Nessa interseção esperamos encontrar respostas para a identificação de modalidades de partilha de conhecimento entre o autor e os seus públicos.   

Anita Martins Moraes. Repensando a mimesis: realidade e discurso na trilogia Os filhos de Próspero.

A trilogia Os filhos de Próspero resulta da convivência do autor com discursos alheios. Já n’Os papéis do inglês (2000), a própria escrita se representa envolvendo, como elemento central da narrativa, a reinvenção da crónica “O branco que odiava as brancas”, de Henrique Galvão. Da mesma maneira, também n’As Paisagens Propícias (2005) e n’A Terceira Metade (2009) o autor se empenha em lidar com discursos alheios, elaborando o seu discurso dialogicamente (lembremos a interlocução permanente com Paulino). N’As Paisagens Propícias, será central a interlocução com Severo. Em A Terceira Metade, o empenho do autor é também o de relatar o que Trindade lhe teria contado. Nos três casos, encena-se um material discursivo prévio que será reelaborado pelo escritor. Neste trabalho, pretendo investigar, a partir de contribuições teóricas de Bakhtin e Luiz Costa Lima, a representação de discursos na trilogia, lidando com a encenação de diálogos e de leituras, escritas e reescritas.

ALMOÇO

15h00 Cinema e o “presente angolano” – III

Moderação – Ana Paula Tavares

Inês Dias. A câmara e a nação: a criação de um país nos filmes de RDC. 

Alguns filmes de RDC destacam a celebração da independência, como Uma festa para viver, outros a experiência do colonialismo descrita por trabalhadores rurais angolanos (Como foi, como não foi), e outros o povo Mumuíla (Kimbanda Kambia). Em O Camarada e a Câmara: para Além do Filme Etnográfico, no território angolano convivem uma multiplicidade de culturas e vozes que, com a independência, devem fazer parte do processo de construção de uma identidade nacional. Estes documentários pretendem dar voz a essa pluralidade de experiências, rurais e urbanas. Pretendo demonstrar como RDC constrói uma ideia de identidade nacional através da sua prática cinematográfica, e como dá voz a diversos grupos até então silenciados pelo colonialismo, imaginando assim um futuro para uma nova Angola.

Paulo Branco. Ruy Duarte de Carvalho e o cinema. 

Kelly Araújo. Angola de dentro para fora nas “Atas da Maianga”. Percursos políticos no pensamento de RDC.

Era fevereiro de 2002. Para os angolanos um mês de um ano que a todos remete a algo, para o bem ou para o mal. Encontrei-me com RDC no Colombo, em Lisboa, nunca o tinha visto. Falaríamos sobre o projeto nacional para o desenvolvimento da cultura em Angola no pós-independência. Liguei o gravador, mas havia coisas mais urgentes a conversar. Ruy Duarte trabalhava no livro [“dizer da(s) guerra (s) (,) em Angola (?)], assim com todos estes parênteses e colchetes como numa equação de 2º grau da matemática, de difícil resolução. Dizia-me que precisava voltar a Luanda, que o livro, após a morte de Savimbi, precisaria de complemento, já que os seus escritos baseavam-se em excertos recolhidos na sua varanda da Maianga, e ali lidos, relidos e ruminados. A reflexão que proponho está no ponto de intersecção entre a entrevista de fevereiro de 2002 e o Atas da Maianga, terminado em outubro de 2002, e que pode ser compreendido como a expressão do seu pensamento, em primeira pessoa, sobre a política em Angola e tudo o que ela e dela deriva. 

COFFEE BREAK 

18h00 Poesia de Ruy Duarte de Carvalho, por Manuel Wiborg

Inauguração da exposição UMA DELICADA ZONA DE COMPROMISSO

11 DEZEMBRO’15

9h30 Epistemologias – IV

Moderação – Ana Balona de Oliveira
Luhuna Carvalho. RDC e o projeto Neo-animista.

O período final da vida de RDC passou pela ponderação de um projeto “Neo-Animista”, sobre o qual chegou a escrever várias notas e alguns textos. Recuperando e ironizando as formas de programa político e de manifesto artístico, o “Neo-Animismo” deveria constituir-se enquanto inquérito pluridisciplinar às formas e limites do humanismo, tendo em conta a sua superação precisamente a partir das subjetividades periféricas que, de um modo ou de outro, tinha vindo a observar no decurso da sua obra. Neste sentido, surge uma dinâmica na qual, a partir de experiências e terrenos muito específicos na sua localização histórica e geográfica, vai de encontro às questões metafísicas do seu tempo, construindo estruturas de questionamento muito semelhantes às que estavam a ser desenhadas em latitudes distantes, sem que delas tivesse notícia. O propósito desta comunicação será então o de delinear os principais contornos do projeto “neo-animista” e ver de que modo outras correntes teóricas ensaiam respostas às questões levantadas.

Manuela Ribeiro Sanches. “[O] universo particular de seja quem for que não se tenha demitido de ser pessoa……”  Narrar a subalternidade ou de como o particular pode tornar-se no comum.

A obra de Ruy Duarte de Carvalho não só antecipa muitos dos debates surgidos à escala global em torno do que tem vindo a ser designado de teoria pós-colonial ou da crise da representação na antropologia ou na história, mas permite equacioná-los de forma renovada, obviando a uma oposição simplista entre o particular e o universal. Através de uma leitura seletiva de alguns passos e obras, propõe-se explorar o modo como o escritor/antropólogo/historiador teorizou, também através da densidade da sua escrita, a questão da representação do subalterno, sempre na atenção à realidade local, nunca prescindindo, porém, do que seria comum à humanidade, assim evitando a exaltação seja da tradição seja da modernidade.

José Luís Garcia. “ Nas malhas do jogo do outro” – problemas da consciência moderna em África.

A comunicação tem como base textos de Ruy Duarte de Carvalho reunidos em Atas da Maianga… Dizer das guerras, em Angola… (2003) e em  A Câmara, a Escrita e a Coisa Dita… (2008) e procura apresentar e discutir a sua reflexão crítica sobre o modo como a consciência moderna tem sido assumida em África.

COFFEE BREAK

11h00 Nomadismo, conflitos e a construção do Estado – V 

Moderação – Luhuna Carvalho

Maria Benedita Basto. Notas e imagens por uma epistemologia nómada: RDC e James C. Scott. 

Inquirimos a construção de uma epistemologia nómada como meio de aferição de uma construção não dominadora do saber. A construção do saber que ocupa RDC é a que releva da memória futura dos presentes a sul do centro que a nação angolana, a fazer-se, terá de incluir. Diante da tarefa de “registar” para o futuro esses saberes, colocam-se-lhe vários tipos de análise e de interrogações. Será interessante cruzar com o trabalho do politólogo e antropólogo James C. Scott. Embora procurando respostas para problemáticas de base diferente, muitas das considerações sobre as populações nómadas, por exemplo em  Zomia (2009), em Seeing like a State (1998), as relações com o Estado, ou a análise do “colonialismo interno”, são muito úteis para a leitura de RDC. Nesse âmbito, a escolha da oralidade é uma tática de resistência relevante. Colocam-se também aqui vários problemas de caráter epistemológico: como transcrever fielmente esta oralidade, como guardar o nomadismo que a sustenta, como construir a nação angolana a partir desses “suis” e desses “nois”, como escreve em a Terceira metade (2009)? Como filmar em imagens “de fronteira” essas populações e as suas práticas quotidianas que são também práticas de resistência?

Rita Chaves. Escrita e mediação sob o signo do conflito.

A consciência da contradição como uma das matrizes do olhar assegura ao trabalho de RDC uma verticalidade que se plasma na opção por uma escrita que, sem renunciar ao desejo de totalidade, tenciona a perplexidade como forma de apreender a “respiração” dos mundos em foco. No jogo entre antropologia e literatura, o autor projeta diferentes possibilidades de investigar dilemas e conflitos que a contemporaneidade tenta elidir ou intensificar, elegendo a palavra como um modo de conhecer e reconhecer terras e gentes, investigando tempos e espaços que visita como observador, analista, viajante e escritor.

Fernando Florêncio. O papel das autoridades tradicionais angolanas na construção do Estado de Direito. Reflexões a partir do caso do Bailundo.

A partir do estudo de caso do município do Bailundo (Angola), equaciona-se através das práticas e das representações dos atores locais, nomeadamente das autoridades tradicionais, a mise en scéne do Estado Local em Angola. Enquanto problema teórico mais amplo, pretende-se discutir as vantagens e as desvantagens do lugar das autoridades tradicionais nesse processo, nomeadamente na sua contribuição para a construção do Estado de Direito, através do papel dos direitos costumeiros e sua relação com o direito estatal. Pretende-se saber se o pluralismo jurídico, institucionalizado em África no período colonial com a implantação do indirect rule, não reproduz na atualidade, através das autoridades tradicionais, de um modelo dualista de cidadãos e súbditos (citizens and subjects, Mandani), tão característico do modelo colonial.

ALMOÇO 

15h00 Histórias de Angola – VI

Moderação – Inês Ponte

Rafael Coca. Um certo olhar Kuvale para a história colonial do sul de Angola: possibilidades e alteridades através da obra antropológica de Ruy Duarte de Carvalho.

A relativamente exígua produção historiográfica dedicada à história da população pastoril Kuvale, à qual RDC dedicou boa parte de seus trabalhos antropológicos, inscrevem-na numa narrativa organizada segundo categorias espácio-temporais e culturais relativas a sistemas políticos supostamente mais abrangentes, sejam eles o regime colonial ou o Estado nacional angolano. Em virtude desta operação redutora, produz-se o efeito perverso que o historiador Carlo Ginzburg assinala no que respeita ao lugar de minorias sociológicas no âmbito das narrativas históricas: silenciadas pela violência das relações sociais do passado, são relegadas ao silenciamento perpétuo quando a sua versão da história é subsumida nas categorias exógenas impostas por uma versão do passado pretensamente mais legítima. Neste sentido, o olhar compreensivo nos estudos sobre os Kuvale revela coordenadas interpretativas inestimáveis para que se possa tentar reconstituir a experiência destes sujeitos em momentos significativos da sua história, bem como definir quais são estes momentos a partir das suas próprias categorias.

Alexandra Dias Santos. O conto “As águas do Campembáua” e o romance Predadores, de Pepetela – esboço de comparação para uma reflexão sobre modernidade, nação e identidade.

Algures no Sul de Angola, pastores veem o seu acesso aos pastos da estação seca impedido por uma longuíssima vedação, que delimita e impede o acesso a terras que antes eram de uso comunitário. Eis o enredo comum ao conto As águas do Campembáua de RDC e ao romance Predadores, de Pepetela. A forma como nas duas narrativas é solucionado o conflito, porém, apresenta-se muito diferente, apontando para duas formas distintas de entender o destino das formações que RDC apelida de identidades colectivas parcelares. Pretende-se nesta apresentação explorar essas diferenças, contextualizando-as numa discussão em curso sobre a nação angolana e a modernidade.

Cátia Miriam Costa. Vou lá visitar pastores: Um diálogo entre antropologia e literatura?

Com este trabalho pretendemos analisar a especificidade da obra de Ruy Duarte de Carvalho, em que a forma ensaística assume amiúde características literárias. No caso em estudo, Vou lá visitar pastores, o próprio autor assume o regresso à literatura oral, tão importante na construção identitária e histórica. Estabelecendo a ponte entre diferentes conceções de mundo, o autor constrói narrativas simples e belas na forma, revelando, em simultâneo, conteúdos complexos como a organização e as relações sociais, económicas e políticas de um povo. Assente num diálogo permanente entre simplicidade e complexidade, entre o princípio e o fim das coisas, entre literatura e antropologia, Ruy Duarte de Carvalho deixou uma obra com características distintivas, problematizando formas e conteúdos. Em Vou lá visitar pastores, a esta característica permanente da obra do autor, encontramos um outro elemento não menos importante, o relato de uma etnia, caracterizada pela insubmissão e distância face ao poder formal, anteriormente relatado por outros autores e com expressão literária e antropológica.

COFFEE BREAK

16h Labores e diálogos VII. Moderação Marta Lança

José António Fernandes Dias. Um rio de várias margens. Crónica do fazer de “Dei-me portanto a um exaustivo labor”.

Esse foi o título de um ciclo que realizei em torno da obra de Ruy Duarte de Carvalho, apresentado em Fevereiro de 2008 no CCB, e no Instituto Camões em Luanda no ano seguinte. Foi concebido e construído em longas e fascinantes descobertas e conversas com o autor ao longo do ano anterior. Proponho rememorar esse processo.

Inês Ponte. Conhecer e animar o arquivo de RDC. 

Nesta apresentação discuto questões levantadas durante o processo de inventariação do espólio do Ruy Duarte de Carvalho, um legado que percorre várias áreas, cinema, antropologia, literatura, e um processo de pesquisa e trabalho peculiar, para além do seu tempo longo.

Ana Balona de Oliveira. Diálogos artísticos, transdisciplinares e intergeracionais: práticas artísticas contemporâneas e o imaginário de Ruy Duarte de Carvalho.

Esta apresentação examinará, a partir do contexto curatorial de Uma Delicada Zona de Compromisso, a forma como vários artistas contemporâneos de Angola e da diáspora dialogaram com o imaginário da obra multifacetada de Ruy Duarte de Carvalho, incluindo mesmo uma imersão no arquivo que constitui o seu espólio. 

18h00 Lançamento de Livro + CD Diário do Deserto (Cristina Salvador) | Paisagens Propícias (João Lucas), ed. Mia Soave 

Apresentação por Ana Bénard da Costa

Uma arquiteta, um músico, o deserto do Namibe e Ruy Duarte de Carvalho – eis as confluências que permitiram chegar à publicação do 4º título da editora Mia Soave (livro + cd). Cristina Salvador estudou no terreno “o encontro e as trocas entre comerciantes e pastores” e “a troca de pesquisas antropológicas, económicas e espaciais” (Prémio Fernando Távora, 2009) naquele território, que é considerado o deserto mais antigo do mundo. Daí resultou o livro-filme Diário do Deserto. Poucos anos depois, a convite da Companhia de Dança Contemporânea de Angola, o músico João Lucas visitou o mesmo deserto com o propósito de conhecer um dos principais objetos de estudo de RDC: a população Kuvale e a geografia que lhe serve de morada. Daí resultou o cd Paisagens Propícias que aqui se junta ao livro. Lendo e ouvindo é como se visitássemos pastores, criando em nós uma empatia com a rudeza das suas condições de vida e a largura dos seus horizontes.

Organização: BUALA / Marta Lança

Parceria estratégica: AFRICA.CONT/CML e EGEAC-Galerias Municipais 

Colaboração: Centro de Estudos Comparatistas – FLUL e Gulbenkian

Ana Paula Tavares, Manuela Ribeiro Sanches 

Exposição Uma delicada zona de compromisso 

Galeria Quadrum
Rua Alberto de Oliveira

Palácio dos Coruchéus

1700-019 Lisboa
Horário: ter-sex:10h-13h/14h-18h | sáb. e dom: 14h-18h

[*dias 10, 11 e 12 dezembro até às 20h]   Entrada livre

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