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agricultura superintensiva

Superintensiva

Este projeto começou a ganhar forma na Ásia menor durante o Paleolítico Superior. Este projeto começou a ganhar forma na minha cabeça, quando procurava qualidade de vida, isto é, ar e espaço, para criar uma criança. Ourique, capital do porco preto e seus lagartos, secretos, plumas e bochechas. Num monte habituado à cultura de sequeiro, as flores silvestres brotam dentro e fora do murinho pedra-sobre-pedra. No caminho de carro, vejo estacas branquinhas alinhadas ao estilo cemitério americano. Uns meses depois, sebe-oliveiras atrofiadas no tamanho e na copa, de produção precoce, assistida por herbicidas e agroquímicos para desinfestar e adubar. Fecho os vidros ao fumo pestilento do bagaço de azeitona, usado como combustível e biomassa. Imagino a contaminação no fumo e nas linhas de água, na roupa, nas paredes, nos pulmões. Imagino o abate às azinheiras adultas para fixar a monocultura de olival. Não se vê gente, mas sabemos da exploração laboral e da negligente saúde pública.

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Livro: ‘Oil Dorado’

Num regime de propriedade dominado por grandes latifúndios e num contexto sociodemográfico de abandono e de envelhecimento da população, as imagens recolhidas são expressivas de uma realidade mais profunda, enraizada na concentração do poder de decisão e no vazio sócio-ambiental criado pelo progressivo desvínculo da paisagem por parte daqueles que possuem um maior sentido de comunidade e de ligação à natureza envolvente.

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