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Não estamos em Hollywood! Conversa com Licínio Azevedo e Gabriel Mondlane

O cinema tem um papel político em Moçambique, mesmo que os nossos filmes não sejam políticos. Foi criado como um instrumento político, teve uma influência regional enorme: os nossos documentários tiveram influência na África do Sul pós-apartheid, no Zimbabué, na Namíbia, em Angola, em todos os países da região. Foi uma ideia genial e extraordinária da Frelimo pós-independência, que trouxe para cá [Jean-Luc] Godard, Jean Rouch, Ruy Guerra e dezenas de outros cineastas e gente do cinema: cubanos, italianos, ingleses, franceses.

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INART – Community Arts Festival 2022

InArt – Community Art Festival apresenta propostas de programação que cruzam pessoas, linguagens, experiências de várias gerações, refletindo a arte como prática comunitária enquanto movimento impulsionador de novas paisagens artísticas e humanas. O InArt destaca o trabalho de artistas que desafiam o convencional através do conteúdo e da forma. Continua a descobrir projetos artísticos baseados na diversidade das comunidades e a descobrir artistas que fazem do seu trabalho uma ponte entre mundos e pessoas, numa arte plural e participativa.

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Sarah Maldoror, a poesia da imagem resistente

Esta é uma retrospetiva praticamente integral da obra de Sarah Maldoror (1929-2020), realizadora conhecida sobretudo pela dimensão mais militante do seu cinema associada às lutas contra o colonialismo, e autora de uma obra multifacetada determinante para a afirmação de uma cultura negra, que, permanecendo em grande parte invisível, assume particular relevância no contexto português pela sua ligação ao nosso passado colonial.

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O Arquiteturas Film Festival está de regresso de 1 a 6 de junho; “Bodies Out of Space” é o tema desta edição, de olhos postos em Angola

No Arquiteturas Film Festival, procura-se representar, a cada edição, documentários, ficções, animações e filmes experimentais com relevância para a divulgação da arquitetura portuguesa contemporânea, ao nível nacional e internacional. A edição de 2021 não é diferente, tendo sido dividida em três pilares distintos: na seleção oficial, na programação de competição e na programação do país convidado.
Como também já é habitual, todos os anos o Arquiteturas Film Festival procura um ponto de foco sobre o qual desenvolve e explora a sua programação. Este ano, o festival está de olhos postos na produção cinematográfica saída de Angola, onde a confluência de tempos e regimes é visível na sua arquitetura e na sua memória coletiva.

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“sou esparsa, e a liquidez maciça”: Gestos de Liberdade, ciclo BUALA no maat

Numa sociedade ainda marcada por profundas desigualdades de género, entendemos a emancipação e liberdade como processos assentes em contínuas e escorregadias disputas no quotidiano. Nestes dias, partilhamos abordagens de cineastas, artistas, curadoras, investigadoras para avançarmos com perspectivas de mundo onde as práticas de liberdade se inscrevem em cada gesto ou situação propostos.

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Desta vez

No seu vídeo para Apeshit, filmado no Louvre, a cena do joelho dobrado é recriada, com as letras de Jay-Z a recordar à NFL quem precisa de quem, outra fagulha para a discussão sobre quão apreciada é a cultura negra e o quanto ela rende, em detrimento de quem faz essa mesma cultura e dos seus lucros se vê privado. Numa outra cena, Beyoncé retira a bandana pejada de pérolas que lhe cobria o rosto.

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Arquivos, filmes e memórias: ingredientes para lembrar e esquecer o passado

A condição de Funes serve de contraponto a Tudo passa excepto o passado, um encontro internacional em torno das políticas da memória, promovido pelo Goethe-Institut, que teve lugar durante alguns dias de Setembro na Culturgest em Lisboa, em articulação com um ciclo de cinema, Reimaginar o arquivo pós-colonial. Ao contrário do caso de Funes, tratou-se aqui de reflectir sobre a relação entre lembrar e esquecer o passado.

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