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Fogo no mato

Correr o mundo no pé da palavra que venta: Terreirização X Militarização

A partir de Fogo no mato. A ciência encantada das macumbas (Rio de Janeiro, Mórula Editorial, 2018), de Luiz Antonio Simas e Luiz Rufino. Lemos em Fogo no mato o eco desse grito do século: terreiros terreiros terreiros… Há muitas diferenças e mais de uma semelhança aí. Mas além de conectar com a veia antropofágica do livro dedicado à “ciência encantada das macumbas”, representada pela boca de Enugjaribó, novo e ancestral Abaporu, vale desdobrar o significado da expressão fogo no mato, que chega a soar incorreta no presente brasileiro, nesse segundo ano de queimadas liberadas Brasil afora. Digamos que justo por isso é um bom exemplo da inversão de perspectiva que os Luízes propõem, adotando a mirada afro-ameríndia das macumbas.

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