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interseccionalidade

A Epistemologia do Esculacho (dois excertos)

Ao longo dos anos, o movimento Funk tem se deparado com inúmeras pressões de desconstrução e o discurso pós-feminista tem se ampliado e fortalecido as subjetividades que se identificam com o feminino de maneira exponencial. No entanto, no que diz respeito as dissidências de gênero queer, me parece que ainda há um longo caminho pela frente. Algumas funkeiras surgiram afirmando o desejo lésbico, e a transexualidade. Mas sua ascensão na carreira, invariavelmente fizeram-nas migrar do funk Carioca a outros gêneros mas economicamente assimiláveis.

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O mito da mulher negra, o sujeito genderizado e racializado

Apenas a lente intersecional, assumindo a realidade de uma opressão racial, pode combater a narrativa patriarcal branca, pois o sexismo e o racismo não são dois sistemas de opressão de génese e agressões comparáveis, mas dois fluxos opressivos distintos, produzidos pelo mesmo sistema, que agridem em uníssono a mulher negra.

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O esvaziamento da noção de subalternidade, a sobrevalorização da fala e os silêncios como resistência

A produção social não criteriosa de subalternidades e lugares de fala, tal como o entendimento de silêncios como silenciamentos, desperdiça o potencial emancipador e revolucionário que esses conceitos transportam, adiando o aprofundamento interseccional das lutas feministas. A solução poderá passar pela auto-reflexão das nossas práticas enquanto sujeitos implicados na manutenção da escala de opressões e pela identificação e estudo das causas e sujeitos que geram deliberadamente essas subalternidades.

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