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introspecção

O “tríbrido” cultural: uma breve digressão pessoal pela(s) identidade(s) — Parte II

Assim, importa pensar numa condição que ultrapasse as “essências” identitárias que nos afastam e constroem muros entre nós. Nela não há fantasia, longe disso, já que, por si só, opera a síntese de toda a inflexão, que se concentra em pensar a interpenetração de culturas e imaginários. Deste modo, o Todo Mundo designa a nova copresença de seres e coisas, o estado de globalidade em que reina a relação. Seja na ética do passante, que visa evitar a necropolítica e a política da inimizade, seja na relação global, ambas podem-nos nos ajudar a pensar os direitos humanos como plataforma de luta em que a dignidade humana não seja relativizada.

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“Só quero saber do que pode dar certo”

Sozinha, bebendo uma bica, penso nas estradas que me levaram ao sol, antes de estar tudo tão ocupado com a carreira, os filhos, e os editais. Sempre derivei para o sol, sem conseguir bem explicar. Estou tão cansada. Porque não me organizei a tempo de usufruir de um certo status? No entanto, vejo que está toda a gente farta dos maus vinhos, de comer o doce depois do salgado, e de esperar eternamente pelos arroubos de Verão. Quando foi que a magia se perdeu?

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Nós por lá. Notas de Lisboa sobre postais

“Nós por cá, todos bem” é a expressão que ficou da correspondência dos anos 60 e 70. O que é mais interessante nesta expressão não é o “todos bem”, que era o que era sempre apropriado dizer, nem o “cá”, que remete para uma metrópole a comunicar com terras distantes, tão apaixonantes quanto ameaçadoras, mas o “nós”. O que é que significa que o “nós” fosse o pronome que fica desse tempo?

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