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Nova Orleães

Sistas!

A dignidade da “minha” Rosa Parks colocava aquela interação em perspectiva: o motorista – máquina repetindo o que estava programada para repetir; ela- gente, despertando em nós, mudos ao seu redor, emoções para as quais não havíamos sido preparados, ejetados tão violentamente do banco de uma peça de museu para dentro de uma História que ainda não tinha acabado de acontecer, que ainda estava ali, real, dolorosa, pulsante e incômoda. Será que alguém de nós poderá, algum dia, ter noção de quantas vezes e com qual intensidade o corpo histórico que observamos, o corpo testemunha pelo qual ficamos hipnotizados, tinha sido dilacerado (“for white people, only”) e grampeado de volta à sua forma aparente e externamente original?

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Funeral de Jazz em Nova Orleães

Em Nova Orleães, depois de abolida a escravatura, formaram-se “Social Aid and Pleasure Clubs” – clubes de beneficência que organizavam actividades sociais e os funerais dos seus membros, ajudando assim a manter viva a tradição. Quando muitos duvidaram de que Nova Orleães pudesse renascer do furacão Katrina, foi essa e muitas tradições enraizadas na psique do povo que motivou muitos a regressar e a reconstruir as suas vidas na cidade que amam.

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Carnaval, Procissões e Paradas – Entrevista a Claire Tancons

…desconfio dos apelos feitos em nome de uma população, particularmente em locais culturalmente não emancipados e economicamente empobrecidos como Nova Orleães ou o Haiti. Também acho que existem preocupações legítimas em torno da natureza neo-colonial desta tendência mundial das Bienais, que se inclina para a imposição de um modelo cultural ocidental, como o mais popular e triunfante, em localidades não-ocidentais, cujas práticas artísticas e herança cultural muitas vezes desmentem a noção de que a arte contemporânea é um valor cultural partilhado por todo o mundo.

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