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quotidiano

Em defesa das membranas, ou homenagem a Lynn Margulis, “We are consortia”

Esta ideia de simpoiésis, o fazer com, esta rede imbrincada de emaranhamentos, aparece sempre nestas histórias – e por histórias também quero dizer estas pequenas unidades de imagem que funcionam sozinhas ou em relação entre si – porque existe o tal awareness dos vários feixes, sobrepostos e simultâneos, que compõem a pessoa, e que são tão necessários reiterar no caso da pessoa-mãe, e que fica tão claro nestas narrativas, em que a intensidade da relação simbiótica entre as entidades mãefilho também permite (e até vive de) outras histórias e outras vivências.

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A Grande Pausa produz efeitos. Surprise!

Dividimos por uns meses um apartamento em Bayswater, Londres, que me lembro tinha um fotógrafo que morava em frente e nos tirava fotos pela janelas – todas elas despidas de cortinas, que é aliás algo de que gosto muito. A Monika, sendo sueca, andava nua pela casa quando lhe apetecia e eu, está claro, tuga vestido desde o duche da manhã – sem essas frescuras nórdicas. Fazíamos um casal de lésbicas muito bonito, por isso não nos tocávamos em público ou aquilo era logo uma matilha de lobos.

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Enfrentar-se

Assumir a contradição entre o nosso estilo de vida e as nossas opiniões sobre estilos de vida. Ouvir as estúpidas chantagens enquanto mãe, mas também ser capaz das saídas mais airosas e conversas de proximidade com o filho: «Eu não sou mamã o tempo todo!, – Não?, – Não, tu não gostas de não ser filho às vezes?, – Sim.»

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Consciência de Humanidade

Desfrisos, chapinhas, mises, tranças, postiços, aplicações fio fio ou bainha… Perucas a x euros. Entrei. Recebo um sorriso caloroso. Tirava todos os “protocolos”, sentia-me em casa. Matava ali as saudades. Um cabeleireiro africano em qualquer outro continente é uma “embaixada de abraços e confraternizações”. Um abraço periférico.

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